terça-feira, 5 de agosto de 2014

Borboletinha-do-mato


Essa pequena ave saltita sobre os galhos das árvores a cata de insetos, irrequieta está sempre em alerta.
Nome Científico: Phylloscartes ventralis
Família: Rhynchocyclidae
Comprimento:12  cm
Plumagem: Ventre amarelado, face e garganta cinzentos. Dorso e asas verde oliva, com traços amarelados.
Alimentação: Caça insetos pelos galhos das árvores
Reprodução: Constrói um ninho fechado e camuflado

Ocorrência: Ocorre na região sudeste e sul.

sábado, 2 de agosto de 2014

Saí-Azul

Nome Científico: Dacnis cayana
Família: Thraupidae
Comprimento: 13 cm
Plumagem: Macho: Azul com negro nas asas e dorso. A fêmea (foto) é verde, possui a cabeça azulada com pernas mais claras do que os machos.
Alimentação: frutas, insetos e néctar das flores.
Reprodução: Tem mais de uma ninhada por temporada, primavera e verão. A fêmea constrói o ninho e incuba os ovos.

Ocorrência: Ocorre em todas as regiões do Brasil. 
Imagens da fêmea de saí-azul






Carrapateiro

Gavião-carrapateiro é um dos gaviões mais populares do Brasil. Também conhecido como chimango-branco, é encontrado em todo o Brasil.



Nome Científico: Milvago chimachima 
Família: Falconidae
Comprimento: Mede cerca de 40 cm. de altura e 70 cm. de envergadura.
Plumagem: Possui cabeça e corpo amarelado com branco, o dorso é marro escuro, suas asas são longas com manchas brancas. Sua cauda longa mostra listras escuras na ponta.
Alimentação: Muitas vezes é encontrado entre o gado, retirando seus carrapatos, dos quais se alimenta, dai o seu nome. Alimenta-se também de artrópodes, frutos, pequenos vertebrados indefesos, saqueia ninhos.
Reprodução: constroem grandes ninhos sobre árvores onde a fêmea, alimentada pelo macho, incuba os ovos.
Ocorrência: Encontrado em todo o Brasil.




Saíra-preciosa

Nome CientíficoTangara preciosa

Essa saíra é belíssima, muito colorida, adora comer frutinhas como a ameixeira-do-japão, ou ameixa-de-inverno. 



Família: Thraupidae
Comprimento: 15 cm
Plumagem: A fêmea  é menos colorida do que o macho, possui cabeça cor de telha e o restante do corpo em tons esverdeados . O macho tem a cabeça, pescoço e parte do dorso cor de telha. O peito e garganta são esverdeadas.
Alimentação: Alimenta-se de artrópodes e frutos.  
Reprodução: Incuba 3 ovos em duas ninhadas por estação.
Ocorrência: Encontrado nas matas de araucária e mata atlântica. 


terça-feira, 22 de julho de 2014

Quete

Também conhecido como quem-te-vestiu-da-serra.
Foto do dia 16 de junho no meio da tarde
Nome Científico:  Poospiza lateralis
Família: Thraupidae
Comprimento:  15 cm
Plumagem: Cabeça cinzenta, peito é cinzento mais claro, cor telha nos flancos e dorso. Sombrancelhas e "bigodes" são brancos.
Alimentação: alimenta-se de insetos e gramíneas.    
Reprodução: No período reprodutivo isola-se aos pares para nidificar.

Ocorrência: Encontrado em matas de altitude, nas matas de araucária e de pinus iliotis, como a serra gaúcha.

Picapauzinho-carijó

Dia 22 de julho, manhã ensolarada de inverno. Olhando a mata pela janela, percebo um galho trêmulo, ao olhar mais de perto percebo um pequeno pássaro picando um galho de uma árvore nativa, aumentando o zoom da máquina descubro um pica-pau-anão. Ele fica um bom tempo no mesmo lugar bicando um galho, não se firma nas penas da cauda como fazem os outros pica-paus, mas tem os pés grandes para se firmar.  


Nome CientíficoPicumnus nebulosus
Família: Picidae
Comprimento: 11 cm
Plumagem: Dorso bege, cabeça preta com pintas brancas, peito estriado. Os machos possuem a fronte vermelha. Penas da cauda possuem lista branca em todo comprimento.
Alimentação: larvas de pequenos insetos e formigas.

Reprodução: A fêmea incuba os ovos em buracos nos tocos e árvores próximo ao solo.   
Ocorrência: Região serrana do RS, mata de araucária.  Ocorre no interior da mata, no alto das árvores, em capoeirões, é difícil de ser visualizado pelo seu minúsculo tamanho, mas é percebido pelo seu tamborilar nos galhos. 




Pica-pau macho devido a fronte vermelha

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domingo, 20 de julho de 2014

Tangará

Nome CientíficoChiroxiphia caudata
Família: Pipridae
Comprimento: 13 cm
Plumagem: Possui dimorfismo sexual, os jovens são esverdeados, o jovem macho possui a coroa vermelha no alto da cabeça que continuará quando adulto, porém a plumagem esverdeada ficará azul celeste, com a cabeça e pescoço pretos. Ponta das asas e cauda também são negras. As fêmeas são esverdeadas. 
Alimentação: Pássaro onívoro, alimenta-se de frutinhas e pequenos artrópodes. 

Reprodução: O ninho é construído com o  auxílio de teias de aranha. Por 18 dias a fêmea incuba dois ovos. Uma característica dessa espécie é a poligamia, com um macho dominante. Os machos enfileiram-se para apresentarem-se a fêmea. 

 Ocorrência:  Encontra-se principalmente na região sudeste e sul.





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Urubu-da-cabeça-preta

Nome CientíficoCoragyps atratus
Família: Cathartidae
Comprimento: 62 cm
Plumagem: plumagem negra no adulto, e branca nos filhotes.
Alimentação:  Alimentação necrófaga, isto é, alimenta-se de carcaças de animais mortos e matéria em decomposição.
Reprodução: Essa espécie nidifica no solo, entre pedras, ocos de árvores, em lugares afastados. Macho e fêmea incubam os ovos até 40 dias. Eles nascem brancos, mas com 3 meses já estão semelhantes aos adultos, quando começam a voar.
 Ocorrência: Encontrado em todo o Brasil, principalmente em áreas com presença humana. Muito encontrado em lixões.
Urubus encontrados a beira de um açude em São Gotardo de Ana Rech

domingo, 8 de junho de 2014

Sabiá-laranjeira

Avistamento: Bairro Tijuca - Caxias do Sul - Pomar Baretta

Ave símbolo do Brasil, o sabiá-laranjeira foi imortalizado na canção de Gonçalves Dias “Canção do Exílio”. O canto do sabiá-laranjeira é muito apreciado, semelhante ao som da flauta. O macho canta para demarcar território e para atrair a fêmea. Essas aves se adaptam a ambientes urbanos se encontram facilmente alimento e água. Essa ave pode viver até 30 anos.





Nome Científico: Turdus rufiventris
Família: Turdidae
Comprimento: 24 cm
Plumagem: Possui peito alaranjado, asas e caudas são pardacentos.
Alimentação: Alimenta-se de frutas como o  caqui, abacate, laranja, mamão, coquinho além de artrópodes como insetos, larvas e minhocas.
Reprodução: Macho e fêmea constroem um ninho feito com gravetos e lama. A incubação, de 3 a 4 ovos, dura 13 dias, podendo  ocorrer até 3 vezes ao ano.

Ocorrência: Conhecido no sudeste e no sul, mas também é encontrado na região nordeste. Encontrado em áreas mais abertas e nas bordas das matas, principalmente em áreas com água.


Grimpeiro

O dia está frio, nublado e úmido, clima típico do outono, identificamos uma pequena ave numa araucária.
O pássaro grimpeiro, ou rabo-de-espinho-da-araucária, é associado a araucária, ou pinheiro-do-paraná. Na araucária ele passa sua vida. Espécie de pequeno porte, não é fácil ser vista. O pequeno pássaro tem um papel muito importante na preservação da araucária, pois andando de uma árvore a outra ele espalha pólen da flor masculina para a flor feminina da araucária, que produz a pinha.

Nome Científico: Leptasthenura setaria
Família: Furnariidae
Comprimento: 17 cm
Plumagem: Possui um topete na cabeça, rajado de preto e cinza. Seu peito é cinzento, penas e cauda são ferrugens com pontas escuras. Sua cauda é longa e pontuda.
Alimentação: alimenta-se de artrópodes,  insetos e outros bichinhos encontrados nos galhos e araucária.  
Reprodução: Seu ninho é feito nos galhos secos da araucária, por serem espinhentos, protegem o ninho de predadores.

Ocorrência: encontrado nas araucárias de regiões serranas da região sul e sudeste, lugares de clima frio e úmido.

O pequeno pássaro tem facilidade de se locomove pelos espinhos


araucária ou pinheiro-do-paraná


 Seu nome vem da grimpa (ou grinfa), espinhenta da araucária
 O grimpeiro nasce e vive nas grimpas, de onde retira seu alimento
Pequeno e com cauda longa, a primeira vista pode-se pensar que é um tico-tico, mas olhando mais de perto percebe-se que é de outra espécie

sábado, 7 de junho de 2014

Gralha Azul

Os tucanos invadem a mata, consigo ver três deles, mas os pássaros ao redor ficam no maior alvoroço, sigo por um atalho para chegar mais perto, mas ao chegar as gralhas já expulsaram os tucanos e ficam na borda da mata voando de um lado para outro.
A gralha azul aparece aos pares por essa região. Mas eventualmente aparecem em bando. Essas aves  apesar de não viverem somente em pinhais, são disseminadoras da  araucária quando estocam o pinhão, enterrando-o, o que ocasiona a sua brotação.

Nome CientíficoCyanocorax caeruleus
FamíliaCorvidae
Comprimento:  40 cm
Plumagem: Plumagem azul, cauda longa e asas largas. Pescoço e peito são pretos.
Alimentação: Comem sementes e frutas, mas também comem ovos de outras aves e pequenos animais.
Reprodução: De outubro a março as gralha constroem ninhos no topo das araucárias, no ninho são postos em média 4 ovos.

 Ocorrência: Encontrada principalmente na região sudeste e sul.
 




sexta-feira, 6 de junho de 2014

Gavião-Carijó

O Gavião-carijó é uma ave de rapina  muito comum no Rio Grande do Sul. Conhecido como pega-pinto.  Aqui nessa região é facilmente encontrado na beira de estrada, pousado em galhos altos de árvores ou fios elétricos.
Este gavião foi fotografado na beira de uma estrada do interior de Ana Rech, num dia nublado e frio às 14 horas do dia 06 de junho de 2014.

Nome CientíficoRupornis magnirostris
Família: Accipitridae
Comprimento: de 30 a 40 cm
Plumagem: Possui cabeça e pescoço marrom, listras verticais no peito e horizontais no ventre. O olho é  amarelo com iris preta central. Bico amarelado com a ponta preta.
Alimentação: roedores e pequenas aves
Alimentação: Alimenta-se de tudo, invade ninhos de outras aves, insetos, pequenos animais, répteis etc..
Reprodução: O ninho é construído no alto de árvores pelo casal. Dois ovos são incubados pela fêmea por um mês, neste tempo o macho a alimenta.
 Ocorrência: Espécie comum em todo o Brasil, com mais incidência na região sul e sudeste. Adapta-se bem em ambientes urbanos.

domingo, 1 de junho de 2014

Choca-da-mata

Choca-da-mata




Nome Científico: Thamnophilus caerulescens
Família: Thamnophilidae
Comprimento: 15 cm
Plumagem: Possuem pintas claras nas asas, porém o macho é mais cinzento, a fêmea é mais parda.
Alimentação: insetos capturados nas árvores e frutos.
Reprodução: O casal constrói um ninho com gravetos sobre árvores ou lianas (cipós) em forma de  tigela, geralmente nascem dois filhotes, que são alimentados pelos pais.

 Ocorrência: Encontrado nas matas mais densas, saltitando entre os ramos, encontrado principalmente na região sudeste. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sabiá-de-coleira

Nome Científico: Turdus albicollis 
Família: Turdidae
Comprimento: 23 cm

Alimentação: frutos de nativas
Ocorrência: No interior de matas.
Esse sabiá é dificil de ser avistado.  Faz algum tempo que percebo o vulto dele dentro da mata, pois é grande, mede uns 20 cm. De uns tempos pra cá vários estão vindo alimentar-se numa árvore nativa. Consegui essas fotos e filmagens depois de ficar bastante tempo camuflada por trás de outras árvores sem ser percebida, pois ao menor sinal eles desaparecem na mata.
Onde? Santa Bárbara de Ana Rech
Quando? 26 de maio de 2014 ao meio-dia. Dia chuvoso e muito frio!


Peito branco cinzento, cabeça e pescoço cinza escuro com garganta rajada de branco. Cor ferrugem abaixo das asas. Laranja ao redor do olho.

Saíra-preciosa compartilhando as frutinhas sabiás.






domingo, 18 de maio de 2014

Picapauzinho-carijó

Nome Científico: Picumnus nebulosus
Família: Picidae



Comprimento: 10 cm



O gênero Picumnus congrega os menores pica-paus do Brasil. Alimentam-se de larvas, pequenos insetos e formigas. Esse minúsculo pica-pau apareceu na borda da mata no momento em que filmava o beija-flor-verde-e-branco.

Características que ajudaram na identificação: cabeça preta com pintas brancas e vermelho no topo da cabeça, dorso marrom e penas da cauda pretas com listra branca.


Observando o vídeo percebe-se que o pica-pau-anão  não firma as penas da cauda no tronco da árvore, como fazem os outros pica-paus, mas pula ligeiro ao redor do tronco a procura de alimentos.

Onde? Interior de Ana Rech, Caxias do Sul, RS
Identificado pelo guia: Aves Silvestres do Rio Grande do Sul - William Belton - Fundação Zoobotânica do RGS. Porto Alegre 2004

Beija-flor-de-topete

Beija-flor-de-topete, (Stephanoxis loddigesii)

A identificação deste beija-flor foi corrigida, é a fêmea do beija-flor-de-topete.
A foto é da fêmea, mas já observamos o macho algumas vezes, ele tem o topete azul com uma faixa escura no peito, da garganta ao ventre.

 Família: Trochilidae
 Comprimento: 8,5 cm
 Esse beija-flor pousou perto de uma árvore na borda da mata e ficou muito tempo se limpando e observando.
Onde? Interior de Ana Rech, Caxias do Sul, RS, maio de 2014
Minúsculo beija-flor de peito branco
Concentrado em se lavar
Banho de sol num dia frio
A identificação deste beija-flor foi corrigida nos comentários por fapb, é a fêmea do beija-flor-de-topete. 

domingo, 27 de abril de 2014

Saíra-Viúva

Meio-dia, dia ensolarado de outono, friozinho já chegou. Próximo da mata um colorido de amarelo, azul claro e escuro saltita entre as folhas dos cipós e das árvores. Está alimentando-se. Pensei tratar-se de uma sanhaço de papa laranja, mas o pescoço é amarelo, descobri ser uma saíra- viúva, não se assusta com a aproximação, alimenta-se e pousa num  galho próximo. Em 24 de março de 2014.
Também chamada viúva ou viuvinha.


Nome Científico: Pipraeidea melanonota ( Vieillot, 1819)
Família:Thraupidae
Comprimento: 15 cm.
Plumagem: Peito e garganta amarelos, máscara do olhos preta, alto da cabeça em azul claro, asas e dorso azul mais escuro.
Alimentação: alimentam-se de frutos e insetos.
Reprodução: Ninhos feitos com musgos no alto das árvores.

Ocorrência: Ocorre em todo o Brasil.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Gavião-Carijó

Gavião-Carijó

Esse nome deve-se a plumagem carijó do seu peito. O macho é menor do que a fêmea.
Nome Científico: Rupornis magnirostris
Família: Accipitridae
Comprimento: 30 a 40 cm.
Plumagem: Peito cor creme com listas horizontais mais escuras. Cabeça e dorso mais escuro com listas mais claras. Adultos tem plumagem diferenciada dos mais jovens. Estes possuem coloração carijó mais marrom, parte superior das asas mais escuras.
Alimentação: Ave de rapina, come insetos, pequenos animais, pequenas aves etc..
Reprodução: A fêmea põe 2 ovos incubados durante um mês, sendo alimentada pelo macho durante esse período.
Ocorrência: Encontrado em todo o Brasil. Encontrado em campos, perto da água, bordas de mata e  também em ambientes urbanos.