quarta-feira, 26 de julho de 2017

Saíra-preciosa

Saíra-de-cara-suja não parece ser um pássaro tão vistoso em suas cores quanto essa saíra, conhecida por esse nome, mas também por outro nome que a valoriza mais: saíra-preciosa. Mas esse colorido é exclusivo do macho, pois a fêmea é menos vistosa, com cores em tons de verde.
 Nome científico: Tangara preciosa Cabanis 1850
Plumagem: Cabeça e dorso cor de telha, garganta e ventre possui um verde-água claro, as coberteiras das asas são claras, a ponta das asas e cauda são azuis. Possui uma faixa escura ao redor do olho.
Comprimento: 15 cm
Alimentação: artrópodes e frutos
Reprodução: 3 ovos em cada ninhada, que é dupla em cada estação.





domingo, 2 de julho de 2017

Tecelão

Tecelão - Cacicus chrysopterus

Seu canto é muito diversificado, mas na época de inverno é mais comum ouvir seu canto semelhante a um miado de gato.










Comprimento: 20 cm
Plumagem: Pássaro negro com partes contrastantes na cor amarela no uropígio e nas asas. Possui bico claro, íris branca e cauda longa.
Alimentação: Alimentação variada, frutas, brotos, insetos, invertebrados e também frequenta comedouros de aves.

Reprodução: Seu nome é devido a habilidade de tecer seu ninho em forma de bolsa comprida,  usando fibras vegetais. Em cada estação pode ter até duas ninhadas, onde incuba em torno de 3 ovos cada.

Pica-pau-do-campo

Pica-pau-do-campo - Colaptes campestris
Família: Picidae
Conhecido como bico-chãnchão.
Comprimento: 32 cm
Plumagem: Cabeça amarelada, boné preto, garganta branca, corpo barrado de marrom. Esse pica-pau é encontrado no chão, em gramados ou campos, capturando insetos.
Reprodução: Ninhos  são cavados em barrancos, cupinzeiros e troncos ocos,  onde põem em torno de 5 ovos com incubação realizada pelo casal.




Essas fotos são da subespécie Colaptes campestris campestroides, com a garganta branca.





Pica-paus  fotografadas ao meio dia ensolarado do domingo, dia 02 de julho no interior de Ana Rech, na barragem Faxinal. 

Curicaca

Família: Threskiornithidae
Nome científico: Theristicus caudatus 

Essas aves da ordem dos Pelecaniformes são encontradas no alto das araucárias ou nas áreas abertas ciscando no chão.
Comprimento: 69 cm.
Plumagem: Macho é maior com coloração clara com dorso cinzento, asas largas e escuras com bordas mais claras, pescoço claro com garganta, nuca e alto da cabeça em tons de marrom, máscara negra, olhos e pernas avermelhados, bico longo e curvo.
Alimentação: ave carnívora, alimenta-se de invertebrados, pequenos vertebrados.
Reprodução: Constroem ninhos nas árvores, na nossa região especialmente nas araucárias, onde põem em torno de 4 ovos por um período de  20 a 25 dias. Os filhotes são cuidados e alimentados pelos pais.
São encontradas em locais alagados ou campos abertos. Normalmente são avistadas em casais ou pequenos grupos.
Vocaliza com gritos fortes.



Curicacas fotografadas ao meio dia ensolarado do domingo, dia 02 de julho no interior de Ana Rech.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Galinha-d´água

Galinha-d'água, galinhola ou frango-d'água. 
Nome Científico:  Gallinula galeata
Família: Rallidae


Essa galinhola é comum em ambientes aquáticos,  beira de açudes, lagoas, pântanos, riachos etc..
 Plumagem: Plumagem negra, puxando para o cinza escuro, com listas brancas nas asas. O adulto possui uma base vermelha no bico que sobe pela face, com a ponta do bico  amarela. Os pés são amarelados com dedos compridos adaptados a brejos alagados.
 Reprodução: ninhos construídos nas margens de brejos com água, no período reprodutivo são territorialistas.
Alimentação: plantas e pequenos invertebrados.






 Fotos tiradas no domingo chuvoso de 04 de junho 2017 - Flores da Cunha (açude do Restaurante Pitangueiras)

Tucano-de-bico-verde

Tucano-de-bico-verde
 Nome científico: Ramphastos dicolorus
Família: Ramphastidae




Comprimento: Em torno de 40 a 50 cm com o bico.
Plumagem: Plumagem preta com  garganta e peito amarelados, mais alaranjado no centro do peito. Barriga vermelha. Bico esverdeado com serrilhado vermelho, a base que se une a face é contornada de preto. Ao redor do olho a plumagem é avermelhada.
Reprodução: Seu ninhos são escavados em ocos de árvores onde 2 a 4 ovos são incubados por 18 dias.
Alimentação: Frutos, insetos, ovos e filhotes de outras aves rapinadas nos ninhos, artrópodes etc..

Essa espécie, da região sul e sudeste, comum há alguns anos atrás, está escasseando nesta região, provavelmente por caça pelo homem (ignorante) e pela perda de seu habitat.
Esse grupo, em torno de 5 indivíduos, foi fotografado no interior de Flores da Cunha, sobre uma árvore de uva-do-japão, no domingo do dia 4 de junho de 2017, dia chuvoso e frio. 

sábado, 20 de maio de 2017

Borboletinha-do-mato

Um casal dessa pequena ave foi observado numa capoeira, o esvoaçar das asas lembrava uma borboleta. As fotos foram tiradas de longe, mas ajudou na identificação.




Nome Científico: Phylloscartes ventralis
Família: Rhynchocyclidae
Comprimento:11,5  cm
Plumagem: Ventre amarelado, face e garganta cinzentos. Dorso e asas verde oliva, com  duas faixas amarelas nas asas. Círculo branco ao redor do olho com traço escuro na altura do olho.
Alimentação: insetos

terça-feira, 16 de maio de 2017

Aracuã-escamoso

Nome Científico: Ortalis squamata

Família Cracidae
 


 
Essa família de três indivíduos estava atravessando um caminho na mata. Neste mesmo local víamos seguidamente um aracuã que provavelmente chocava nas proximidades. 
A plumagem é marrom com penugem escamada no pescoço e peito. Provavelmente é a mãe com os filhotes já grandes.
Comprimento: 50 cm 
Onde: interior de Ana Rech, Caxias do Sul, RS

Pula-pula

Nome comum: pula-pula, sebinho
Nome científico: Basileuterus culicivorus
Família: Parulidae








Esse pássaro pequeno pula entre os galhos e folhas das árvores, sendo necessário muita concentração para fotografá-lo, irrequieto, consegue bisbilhotar muitas folhas e galhos a procura de insetos.

Ele é residente dessa região, pois não a abandona no frio. Ás vezes aparece em duplas,  grupos mistos outras vezes com as mariquitas.
Seu ventre e garganta amarelo chamam a atenção entre as folhas verdes, a parte dorsal tem tons oliváceo, laterais da face, extremidades das asas e da cauda são cinzas,  sobre os olhos tem um faixa branca bem marcada, ave pequena de 12 centímetros de comprimento.
Esse pássaro constrói seu ninho escondido no meio da vegetação, diretamente no solo, onde são incubados de 2 a 3 ovos.
São encontrados no interior da mata.

Carrapateiro

Nome comum: chimango-branco, carrapateiro, gavião-carrapateiro
Nome científico: Milvago chimachima
Família: Falconidae

Outono, dia frio e nublado, perto do meio-dia esquenta um pouco, com pequenas mostras de sol. Perto de um milharal aqui nas redondezas um gavião carrapateiro incomoda alguns sabiás-do-campo que insistem em expulsá-lo com seus gritos.

Esse gavião tem a plumagem clara, por isso em muitos lugares é conhecido como chimango-branco, seu dorso, asas e cauda possuem tonalidades de marrom, possui uma listra escura que parece a continuação do olho para a nuca.  Seu comprimento é de 40 centímetros.
 Seu nome carrapateiro vem do seu hábito de alimentar-se de carrapatos de bovinos e equinos, mas também consome uma variedade de insetos, peixes no litoral, saqueia ninhos,  frutas e também de carniça.

Seus ninhos são construídos em árvores onde a fêmea, alimentada pelo macho,   incuba até 7 ovos em torno de 23 dias.







domingo, 7 de maio de 2017

Vira-bosta

Vira-bosta, chopim, chupim, maria-preta
Nome Científico: Molothrus bonariensis

 
Essa ave tem hábitos que nos intrigam, a fêmea deposita seus ovos nos ninhos de outros pássaros que os criam como se fossem filhotes legítimos. As aves hospedeiras sofrem com esse parasitismo, pois muitas vezes perdem seus filhotes por conta da disputa de alimento e espaço no ninho, principalmente quando se trata do hospedeiro tico-tico, pois o filhote parasita nasce antes e é maior do que os do tico-tico, por isso tem mais condições de sobrevivência.



Pássaro de uns 20 cm, o macho é mais azulado enquanto que a fêmea é escura puxando para o marrom.

Pássaro onívoro, isto é, tem uma dieta alimentar diversificada, insetos, minhocas, sementes, frutos...

Reprodução : Não constroem o ninho. A fêmea põe até 5 ovos em ninhos de hospedeiros diversos, como tico-tico, sabiá-do-campo, joão-de-barro.

Habitat : Encontrado em campos, jardins, gramados e áreas de capim baixo.
Na região da caatinga realiza pequenas migrações locais, sempre em busca de áreas verdes e com água.

O nome de vira-bosta vem do hábito de ciscar nas fezes do gado a procura de 
 sementes mal digeridas lhe conferiu seu nome popular vira-bosta. Segue o gado para capturar os insetos por ele deslocados. Aprende a comer em comedouros artificiais de aves, a catar migalhas em locais públicos e a seguir arados para capturar minhocas e outros pequenos animais. É considerado uma praga agrícola, especialmente em arrozais do sul do país. O macho se exibe para a fêmea com voos curtos nos quais canta sem parar, arrepia suas penas e bate as asas semiabertas, e também com apresentações que envolvem eriçar as penas, balançando-as rapidamente e vocalizar. Sua vocalização atinge frequências inaudíveis para os seres humanos. Na serra gaúcha, migra de meados de fevereiro a meados de setembro.