domingo, 20 de maio de 2018

Caneleiro-preto


Esses registros fotográficos são de uma situação inusitada. Um filhotinho de pássaro foi salvo da boca do  gatinho Mimi, estava vivo, porém machucado. Colocamos a vítima numa caixinha e o alimentamos por meio de uma seringa com farinha milho e água. No dia seguinte estava melhor, conseguimos uma gaiola  emprestada e o colocamos  no sol, com o intuito de soltá-lo quando estivesse bem recuperado. No final da manhã ouvimos seu canto alto e repetitivo.
Comentamos que o canto do filhote de pinguim é reconhecido pela mãe mesmo numa colônia de milhares, nos lembramos do documentário A Marcha dos Pinguins, será que com as aves é a mesma coisa? Não deu pra refletir muito sobre isso, pois logo avistamos uma ave muito diferente da que conhecemos pousando nervosamente de um lado ao outro da gaiola.





Tentei identificá-la, mas cheguei a conclusão que era a primeira vez que a via.  A ave adulta pousava nas laterais da gaiola, insistindo em chegar perto apesar de nossa presença, enquanto o filhote continuava piando alto,  a plumagem era semelhante ao macho da choca-da-mata, corpo cinza com  o boné escuro na cabeça e pintas claras na parte inferior da ponta das asas da cauda, porém, a ave era maior e mais delgada. A situação ficou tão crítica que com cuidado cheguei até a gaiola e soltei o filhote, que correu para o mato com o adulto junto, pensei tratar-se de sua mãe. Foi no final do ano passado. De lá pra cá tenho pesquisado para poder identificá-la. Pesquisei em guias de aves da região e  na lista de aves identificada no município de Caxias do Sul - Taxéus  (https://www.taxeus.com.br/listamunicipio/rs/caxias-do-sul/aves), mas não a encontrei.

Consegui a identificação com Fábio Costa, da Zoologia do Museu de Ciências Naturais da UCS, a quem sou muito agradecida,  é o caneleiro-preto.

O caneleiro-preto pertence a família Tityridae. Seu nome cientifico refere-se ao seu bico robusto e a asa pintalgada. São 8 subespécies. A do sul do Brasil é o Pachyramphus polychopterus spixii.

Apresenta dimorfismo sexual, a coloração do macho é meio acinzentada, o alto da cabeça é escuro e o ventre é mais claro. A fêmea é parda, verde-olivácia com pintas claras nas asas. As fotos são do macho.

Comprimento: 14 e 15,5 cm.
Os dados foram pesquisados no wiki aves (http://www.wikiaves.com.br/caneleiro-preto) .


Local: Santa Bárbara de Ana Rech, Caxias do Sul, RS

sábado, 19 de maio de 2018

XII edição do Clic Ambiental

Há 12 anos a Secretaria do Meio Ambiente de Caxias do Sul (SEMMA) promove um concurso de fotografias. O objetivo maior é promover as riquezas e belezas da nossa cidade, incentivando a criatividade. As escolas sempre participam desse evento.

 Sob o tema “Bem-estar Animal – Você também é responsável”, foram premiadas fotos em 2 categorias, livre para a comunidade em geral e escolas para estudantes do ensino público ou privado e quatro modalidades: Animais Silvestres, Aves, Animais de Grande Porte e Animais de Pequeno Porte.
 Neste XII edição do Clic Ambiental participei, na categoria livre, com fotos de bugios e duas de aves, uma delas tirou o 3º lugar, a do Sabiá-laranjeira.
A equipe da Secretaria junto com Patricia Rasia, titular da SEMMA entregaram placas e certificados aos ganhadores. O evento aconteceu no auditório do Centro Administrativo Municipal com a presença do Prefeito Daniel Guerra. A exposição das fotografias vencedoras vai trafegar em alguns pontos da cidade durante o ano. 

Modalidade Aves, terceiro lugar "Sabiá-laranjeira"









Abaixo são as fotos de animais silvestres que participaram também, tiradas na RPPN Santa Bárbara em abril de 2018:

 Bugio alfa demarcando território com seu rugido

 Filhote curioso no telhado de nossa casa

 Face de um filhote

Filhote, não se incomodam com a presença humana


Página do face com as fotos do evento:
https://bit.ly/2rRbOsw


https://caxias.rs.gov.br/2018/05/secretaria-do-meio-ambiente-premia-vencedores-do-xii-clic-ambiental

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Rolinha-picuí

Rolinha-picuí  Columbina picui
Local: Bairro Tijuca Caxias do Sul - RS
Essa foto concorreu ao XII Clic Ambiental de Caxias do Sul

Essas pequenas rolinhas, do tamanho de um tico-tico, 15 cm, aparecem em bandos ou casal nos galhos de árvores ou bambuzal. Habituadas com centros urbanos, por isso é considerada sinantrópica. Alimentam-se de grãos, no quintal onde essas fotos foram registradas elas disputavam com as galinhas quirera de milho. Pertencem a família Columbidae, de plumagem clara com uma risca escura na asa. Possui uma listra escura do bico até o olho.
 O ninho, como na maioria dos indivíduos da família Columbidae é formado por uma plataforma de gravetinhos finos onde dois ovos são incubados pelo casal.

 
 









quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sanhaçu-papa-laranja

Sanhaçu-papa-laranja  Pipraeidea bonariensis
Família : Thraupidae 
Local da foto: Bairro Tijuca - Caxias do Sul

O macho desta espécie é muito colorido, com a cabeça azul, mascara mais escura ao redor dos olhos e bico, seu peito é amarelo puxando para o laranja mais próximo da garganta. Seu dorso é azul mais escuros com as pontas das asas mais claras. A fêmea possui a plumagem mais discreta em tons esverdeados.

Adaptados a centros urbanos, alimentam-se de frutas, por isso podem ser avistado em pomares e quintais, mas também em áreas abertas e de cultivo.
Tem mais de uma ninhada no ano, 2 a 3 ovos são incubados por 13 dias.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Sabiá-laranjeira

Sabiá-laranjeira Turdus rufiventris 
 Família Turdidae

Local das fotos: Bairro Tijuca - Caxias do Sul - RS
O sabiá-laranjeira é um pássaro muito popular no Brasil. Gonçalves Dias o imortalizou na Canção do Exílio. Uma lenda indígena conta que as crianças são abençoadas quando ouvem o canto do sabiá de manhã cedinho. Seu nome em tupi é aquele que reza muito.



Mede  24 cm, o abdômen alaranjado o identifica, seu dorso é acinzentado. Possui um anel auricular laranja que ressalta seu olho. Gosta de frutas como laranja, caqui, mamão, além de insetos minhocas e larvas. 
O casal constrói o ninho, usando gravetinhos e lama. A incubação é de 3 a 4 ovos num período de 13 dias, mais de uma vez ao ano. Encontrado desde o nordeste, principalmente em áreas abertas, bordas da mata com incidência de água, pois adoram tomar banho e nos pomares e jardins.   
Seu canto é muito apreciado, lembrando notas de flauta. Os poetas os identificam como a ave que canta nas estações do amor.
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segunda-feira, 14 de maio de 2018

João-de-barro

João-de-barro Furnarius rufus
Família Furnariidae


Essa ave com grande habilidade de construir com barro está muito adaptada a centros urbanos arborizados, pois encontramos seus ninhos por tudo, em postes de luz, nos galhos de araucária ou outros lugares estratégicos. Mede uns 18 cm. Seu dorso é marrom com o ventre mais claro, a cauda é mais avermelhada. Passa muito tempo no solo e não se intimida com as pessoas. Aqui na cidade de Caxias do Sul há muitas aves dessa espécie, na Universidade de Caxias do Sul, e na prefeitura da cidade há muitos deles, não fogem quando nos aproximamos deles. Ave inteligente, seu ninho em forma de forno de barro é feito de maneira muito bem reforçada e construído com a entrada protegida de vento e chuva.
 





Fotos acima: Bairro Tijuca Caxias do Sul

Ninhos adaptados em poste de cimento

domingo, 13 de maio de 2018

Aracuã

Aracuã
Nome Científico: Ortalis squamata
Família Cracidae
Local: Bairro Tijuca, Caxias do Sul RS
 
 Dia 13 de maio, dia da abolição da escravidão e também dia das mães. Domingo muito especial, me senti presenteada ao poder fotografar um aracuã no quintal da casa de minha sogra na periferia da cidade. Ela já tinha me avisado que recebia a visita de jacus, tanto nos pinheiros carregados de pinhas, alimentando-se das laranjas no chão, e também no galinheiro disputando as quireras de milho com as galinhas. De longe parece mesmo um jacu pequeno, mas pelo zoom da máquina a espécie fica mais nítida! E com certeza é um aracuã ! Esse aracuã estava nos galhos de uma figueira seguindo o trajeto até o galinheiro, onde pousou junto com um joão-de-barro e um sabiá-laranjeira saboreando laranjas caídas no chão. Mas sempre alerta, ao menor sinal de perigo escondia-se entre os galhos das laranjeiras carregadas de laranja.
Essas aves são da mesma ordem das galinhas, Galliformes, da família Cracidae.

O macho é maior do que a fêmea, medindo em torno de 50 cm. A plumagem é de cor telha com peito escuro escamado, com as bordas claras das plumas.  O bico é claro com uma curvatura leve.