terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Gibão-de-couro

Gibão-de-couro
Nome científico: Hirundinea ferruginea
Família: Tyranidae 

No retorno da praia pela Rota do Sol, numa parada no alto da serra do Pinto, ouvi um som de ave que me interessei em identificar, avistamos  aves com hábitos semelhantes ao suiriri, pousadas no fio de luz e num poste alçavam voo e voltavam ao seu posto, provavelmente caçando insetos em voo. Com o zoom da máquina fotográfica vi uma ave desconhecida para mim. Ave escura com tons ferrugíneos. Pela Internet descobri tratar-se do gibão-de-couro. Esta ave está associada a serras e paredões rochosos. Seu ventre é ferrugíneo, com asas cinzas com bordas ferrugem, o dorso e cabeça são mais escuros.
Alimenta-se de insetos em voos rápidos.
Essa ave usa pedrinhas para forrar o ninho, que depois é amaciado com fibras vegetais. Esses ninhos são construídos em locais protegidos da chuva e do vento.









segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Gaivotão

Gaivotão Larus dominicanus  
Familia: Laridae

Essa ave marinha é considerada praga nos ambientes costeiros devido ao grande crescimento de sua população.
Comprimento: 58 cm
Alimentação: Possui hábitos alimentares generalistas e oportunistas.

Reprodução: de março a junho as gaivotas adultas migram para ilhas onde constroem ninhos no solo. Os filhotes apresentam rápido crescimento, em um mês já estão voando.

A ave adulta possui o dorso e as asas negras, com cabeça e ventre brancos. O bico é amarelo com ponta vermelha no maxila. As pernas são esverdeadas. Os imaturos tem plumagem cinzenta no dorso, com partes ventrais brancas, com bico preto e patas cinzentas. 

Sua distribuição ocorre no hemisfério Sul, desde o estado do Espírito Santo até a Terra do Fogo, ilhas atlânticas e o litoral pacífico da América do Sul, África e Nova Zelândia. 

Fotos de gaivotão jovem, na praia da Meta - Araranguá - SC




Fonte: http://www.wikiaves.com.br/gaivotao

Coruja-buraqueira

Essa espécie, com hábitos diurnos e crepusculares, são encontradas no litoral, campos, planícies e restingas. Seu nome é devido ao hábito de cavar buracos no solo, para refúgio e ninhos. 
Seus grandes olhos amarelos são marcantes, dispostos num mesmo plano, por isso possuem a capacidade de girar o pescoço 270º e visualizar em três dimensões, altura, largura e profundidade. Audição e visão privilegiadas facilitam a caça. As imaturas são gorduchas e descabeladas com plumagem em cores claras.  
As fêmeas adultas são mais escuras e menores do que os machos. 

Comprimento: 23 cm
Alimentação: Ave predadora, suas presas dependem da estação, por isso é chamada generalista, alimenta-se de roedores, répteis, insetos, morcegos etc...
Reprodução: Entre março e abril faz ninhos em buracos já existentes, ou cavam com os pés e bicos, que são forrados com capim seco, podendo ter até  3m de profundidade. De 6 a 11 ovos são chocados por 28 a 30 dias pela fêmea que é alimentada pelo macho. Este cuida dos filhotes também, protegendo-os de invasores como cachorros e gatos, através de gritos de alerta e ataques em voo. 









Essas fotos foram tiradas no início da manhã na Praia Balneário do Arroio Silva na segunda-feira de carnaval. 



domingo, 11 de fevereiro de 2018

Garça-branca

Garça-branca-pequena (Egretta thula)

Família: Ardeidae

Essas garças brancas medem entre 50 a 60 cm de comprimento. Possuem o bico e tarsos negros contrastando com os pés amarelos.
Alimentação: Peixes, além de caranguejos, anfíbios, pequenos répteis e insetos. 
É comum encontra-las formando ninhais com outras espécies como a garça-grande e garça- vaqueira. O ninho é formado por galhos secos no alto de árvores. Até 7 ovos são incubados pelo casal num período de 25 a 26 dias. 
Elas são encontradas em grupos, em locais com água, como rios, lagos, praia em toda a América do Sul. 








As fotos foram tiradas na orla de Morro dos Conventos SC, carnaval 2018.

Pernilongo


 Pernilongo Himantopus melanurus
Família: Recurvirostridae

Comprimento : 38 cm comprimento
Ave marítima encontrada em toda a orla brasileira, bem como lagoas, banhados e manguezais. Seu nome é devido a suas pernas e bico longos a semelhança de inseto.
Alimentação: insetos e pequenas presas marinhas.






 Bico fino e pernas longas

 Grupos de pernilongos alimentando-se junto com as garças-pequenas

Descanso nas dunas junto com garças e piru-pirus.

 As fotos foram tiradas na orla de Morro dos Conventos SC.

Piru-piru

Piru-piru (Haematopus palliatus
Família: Haematopodidae

Comprimento: Em torno de 40 cm.
Essa ave é encontrada em toda a orla marítima da costa brasileira. Também conhecida como batuíra ou cã-cã-da-praia.

Possui características marcantes como o grande bico vermelho, que utiliza como um alicate para partir conchas e invertebrados marinhos. Possui o olho amarelado circulado com um anel vermelho. Suas pernas são rosadas.
Seu ninho é feito na própria areia, em lugares mais reservados aos olhos humanos.



Piru-piru na beira da praia ao lado outra ave marinha: pernilongo. As fotos foram tiradas na orla de Morro dos Conventos SC

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Ema

Ema
Nome científico: Rhea americana
Família: Rheidae
Comprimento: até 1,40 m.
Essas aves grandes  vivem em campos e cerrados na América do Sul, onde são grandes corredores, pois não voam. Nativas, são consideradas as maiores aves encontradas no Brasil. Seu pescoço e pernas são compridos. A plumagem é acinzentada, com grandes asas, que facilitam o equilíbrio na corrida,  porém não possuem cauda. Os machos possuem o pescoço escuro.
Alimentação: Onívoras, alimentam-se de tudo além de pequenas pedras para facilitar a trituração dos alimentos.
Reprodução: O macho faz a corte às fêmeas com dança e vocalização característica, quando  reúne várias fêmeas num determinado território para porem os ovos no mesmo ninho. Ele mesmo choca os ovos, em torno de uma dúzia, que eclodem após 6 semanas, sendo cuidados pelo macho até quando atingirem a fase adulta, isto é aos dois anos.

Aqui na nossa região, nordeste da serra gaúcha já foram avistadas próximas a Represa do Faxinal no interior de Ana Rech.

São encontradas 5 subespécies, a do sul do Brasil é a Rhea americana intermedia (Rothschild & Chubb, 1914)


Fotos: Ema confinada numa das paradas da Rota do Sol, RS 453 em direção ao litoral gaúcho.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Quete-do-sul

Quete-do-sul Microspingus cabanisi

Também conhecido como tico-tico-da-taquara. Essa ave também frequenta comedouros junto com as rolinhas. As laterais do ventre são alaranjadas, peito claro, cabeça cinzenta com uma marca branca sobre os olhos. Os jovens possuem o dorso oliváceo. 












Para saber mais:
Há um trabalho científico em pdf sobre a diferença entre o Poospiza cabanisi e o Poospiza lateralis

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ninhais mistos - Garça Vaqueira e Tapicuru

No interior de Flores da Cunha há um restaurante que chama a atenção pela quantidade de aves que desfrutam uma ilha do lago.


 Dependendo da época do ano, encontramos as  árvores da ilha dominadas pelos tapicurus e frangos d'água, mas a partir de dezembro as garças vaqueiras dominam as duas árvores transformadas em ninhais mistos, pois conseguem conviver com os tapicurus e com os frangos d'água, aparentemente sem discórdias!




Vista a partir do restaurante


Ilha sobre o lago 

Garça-vaqueira - Bubulcus ibis
Comprimento: envergadura 90 cm, comprimento: 50 cm

Essa garça é exótica, proveniente da África, onde acompanha manadas de animais, por isso também é chamada de de garça-carrapateira. Pode viver até 15 anos. Desde os anos 60 são encontradas no nosso país. Na serra gaúcha formaram ninhais no bairro Galópolis,  nos idos dos anos 80 e até hoje são uma atração para quem passa por ali, através da BR 116. 
É interessante notar a mudança de cores dessa garça branca no período da reprodução, algumas partes do corpo ficam alaranjadas, como o peito, topo da cabeça, e avermelhadas nas  pernas e bicos. Os jovens são brancos com o bico escuro. O casal constrói o ninho, onde a fêmea põe até 5 ovos incubados por ambos entre 22 a 26 dias. Após um mês os filhotes abandonam o ninho. 
Alimenta-se de insetos,  como pragas da lavoura e do gado. 

























Ninhos grandes de gravetos










Tapicuru  Phimosus infuscatus 


Tapicuru,  maçarico-do-banhado ou maçarico-preto

Eles são encontrados em  locais onde há água. Medem em torno de 54 cm, de plumagem negra com a face avermelhada  e o bico amarelado.  Alimentam-se de sementes, brotos, folhas, crustáceos e caranguejos com seu bico comprido,  adaptado para procurar alimentos na água rasa.  Incubam em torno de 4 ovos por 24 dias. 


Dependendo da época os tapicurus dominam o local, nesta época eles cedem os ninhos para as garças, formando um ninhal misto. 







 Mãe alimentando o filhote






Pousada Parque das Pitangueiras


Endereço: Rodovia RS 122, Km 92  Travessão Garibaldi -  Bairro São Gotardo

Cidade: Flores da Cunha

Telefone: 54 3292 2108


O local possui restaurante,com almoço típico italiano, cabanas e uma área verde ideal para 

caminhadas. Há também um lago com pedalinhos e com peixes e sorveteria.

Data: 14/01/2018