terça-feira, 18 de agosto de 2015

MARTIM-PESCADOR

Esse casal de martim-pescador-médio foi avistado sobre um açude nas redondezas, interior de Ana Rech, Caxias do Sul, RS, ao meio-dia do dia 16 de agosto de 2015.
 Fêmea empoleirada de tocaia sobre um açude
Macho com seu bico enorme e peito ferrugíneo acompanhando a fêmea na pescaria


Informações a partir do folder "Conhecendo Parte da Riqueza dos Sinos" - São Leopoldo - RS elaborado pela bióloga caxiense Luciane Baretta, do Instituto Martim-pescador.

Essa ave encontra-se no topo das cadeias alimentares, por isso é um indicador de qualidade do ambiente. Vivem em lagos, banhados e rios. São aves ariscas que sofrem com a influência humana e perda de seu habitat natural.
A família Alcedinidae é composta de 87 espécies de aves, 3 dessas espécies são encontradas no RS.

- Martim-pescador-grande
Ceryle torquata
42 cm
Ave grande com bico enorme. A plumagem superior é azulada com o ventre ferrugíneo, porém a  fêmea possui uma faixa escura e outra branca no peito. No pescoço é visível a faixa branca.

- Martim-pescador-médio
Chloroceryle amazona
29 cm
A plumagem é verde-metálica na parte superior, a partir da base do bico apresenta um colar branco. O macho possui peito ferrugem e a fêmea possui o peito manchado de verde.

-Martim-pescador-pequeno
Chloroceryle americana
Ave bem menor, o macho possui peito ferrugem e a fêmea tem tons amarelados com manchas verdes.

Alimentação:
O peixe é o principal alimento desta ave, por isso sofrem com a poluição dos rios. Utilizam-se de troncos secos para pouso, ou tocaia para pesca.  Além de peixes alimenta-se de anfíbios, insetos e crustáceos.
Os filhotes, em torno de 6, são incubados por 22 dias. Eles formam um círculo de costas, com as cabeças para fora  e vão girando a medida que recebem o alimento. Eles expelem resíduos que não conseguem assimilar, como espinhas de peixe, através de regurgitações.

Reprodução:
Entre agosto e novembro a fêmea constroi ninhos em barrancos à margem de rios, com mais de 1 metro de profundidade. Os machos são escolhidos pela fêmea, que os observa quanto a vivacidade das cores e habilidade em pescar.

sábado, 15 de agosto de 2015

Sanhaçu-frade

Também conhecido como azulão da serra. O ipê-amarelo está cheio de brotinhos de folhas novas e pássaros azuis, maiores do que o tiê-preto, ou que o azulinho estão alimentando-se das folhinhas novas. Depois de muito fotografar, descobri seu topete vermelho, é o sanhaçu-frade, ainda não o tinha classificado.  Mede 19 cm de comprimento e aparece aos pares no ipê.
video

Nome Científico: Stephanophorus diadematus
Família: Thraupidae
Plumagem: plumagem azul, com branco no alto da cabeça e topete vermelho. Máscara negra sobre os olhos.
Alimentação: frugívoro
Reprodução: Três a quatro ovos são chocados num ninho tipo tigela e incubados por 13 dias.

 Nesta foto percebemos o branco e a crista vermelha no topo da cabeça



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Picapauzinho-verde-carijó

Picapauzinho-verde-carijó
Nome científico: Veniliornis spilogaster
Mede 17 cm. 
Tarde ensolarada do dia 12 de agosto, à tardinha, de repente uma batida insistente nas palmeiras, olhando bem, percebo na casca de uma delas,  um pica-pauzinho-verde-carijó trabalhando incansavelmente na perfuração da casca de palmeira, a procura de larvas de inseto para se alimentar. Já tinha vista essas cascas secas no chão com caminhos de perfuração e não sabia o que era, obra do pica-pauzinho-verde-carijó!
Alimenta-se de insetos nos troncos de árvores.   O macho possui penas avermelhadas no alto da cabeça.

 Ele ficou muito tempo trabalhando, deu tempo de buscar a máquina e fotografá-lo!
 Ao ouvir cães latindo ele dá uma parada, ele está a salvo bem no alto da palmeira, continua na sua labuta!
 Pés grandes que o ajudam a ficar firme!
Fica de ponta cabeça
Quase terminando!

domingo, 9 de agosto de 2015

Pássaro-preto

Nome Científico: gnorimopsar chopi
Família: Icteridae
Tamanho: 20 cm
Alimentação: insetos e sementes

Reprodução: Constroem ninhos nos ocos de árvores, ou ninhos de outras espécies. Incubam 3 a 4 ovos  em mais de uma ninhada por temporada, os filhotes eclodem em 14 dias, que deixam o ninho em 18 dias.



 Frequentam comedouros com quirera de milho


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Arapaçu-grande

Nome Científico:  Dendrocolaptes platyrostris
26 cm
Alimenta-se de insetos que encontra ao vasculhar troncos de árvores com seu bico.


É encontrado nas matas. Seu canto chama a atenção. Percorre os troncos de árvores a procura de insetos.  As penas da cauda são pontudas, usada como apoio para ser firmar verticalmente.


video
Avistado no Bairro São Cristóvão, chamado de agarradeiro por um morador do local.

sábado, 1 de agosto de 2015

Bico-de-lacre

Avistamento: Bairro Tijuca - Caxias do Sul - Pomar Baretta
Nome Científico: Estrilda astrild
Dia quente, pássaros novos foram identificados no bambuzal, dentro da área das galinhas. São pequenos e estão em bandos. Pousam em duplas e ficam se limpando por algum tempo.
São pequenos, possuem em torno de 10 cm.
Chamam atenção pelo bico e máscara ao redor do olho vermelhos. O bando disputa a quirera de milho moído com as galinhas, rolinhas roxas e rolinhas picuí.

O bico-de-lacre é uma espécie exótica, da região sul africana. Foi introduzido no Rio de Janeiro, no período da escravidão, nos idos do século XIX. Não tem uma distribuição tão grande como a do pardal, pois seu voo é reduzido a curtas distâncias, por isso, acredita-se que foi levado aos demais estados pela ação do homem. É conhecido também como bico-de-lata.

Seu ninho é ovalado feito com penas de galinha e capim. Incuba 3 ovos chocados pelo casal por 13 dias.





Pica-pau-do-campo

Avistado no bairro Verava - Ibiúna- São Paulo
Nome Científico: Colaptes campestres

Esse pica-pau grande é facilmente identificado pela sua plumagem amarela nos lados da cabeça e peito.  O alto da cabeça é negro. Sentindo-se seguro fica no solo catando insetos. O macho possui duas faixas vermelhas nos lados da cabeça.
Possui 32 cm.

Este é uma subespécie identificável pela cor da garganta, neste caso é colaptes campestris campestris, com a garganta negra.