sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Aves de Ibiúna - SP

Essa postagem dedico à minha neta Isabella que mora em Ibiúna. As aves aqui postadas foram fotografadas na região de Ibiúna, na Chácara São João Batista no bairro Verava, onde tem muita área verde, e resquícios da Mata Atlântica. Há muitas outras aves, porém vou comentar apenas as que foram fotografadas, entre os anos de 2013, 2014, 2015 e 2016.

Asa-Branca


Nome comum: Asa-branca
Nome científico: Columba picazuro
Família: Columbidae
Comprimento: 35 cm  
Essa pomba é bem grande, ela fica muito tempo nos galhos das árvores mais altas. É considerada a maior pomba brasileira, com 35 cm de comprimento.Ela prefere áreas mais abertas, como os campos e clareiras. Alimentam-se de sementes e pequenos frutos. Lembra da música Asa-Branca de Luiz Gonzaga sobre a seca no sertão? Pois é, segundo a crença dos nordestinos a  chegada e partida dessa pomba na caatinga marca o inicio e final da estação de chuvas. 

Os casais preparam ninhos . O ninho é construído na parte baixa das árvores ou capões com apenas um ovo.  Esse pombão já chegou no sul, principalmente  devido ao desmatamento.
 







João-de-barro

Nome comum: João-de-barro
Nome científico: Furnarius rufus
Família: Furnariidae
Comprimento: 18 cm


Quem não conhece o ninho do pássaro joão-de-barro? Ele é chamado de pássaro oleiro, pois faz seu ninho de barro! Podemos ver seu ninho  em árvores ou postes de eletricidade. Em cada temporada faz um ninho novo, e o velho acaba sendo usado por outros pássaros. Mas também  pode usar um ninho destruido, reparando-o, construindo por cima, ou ao lado.





 Beija-flor-do-papo-branco

Nome comum:  Beija-flor-do-papo-branco
Nome científico: Leucochloris albicollis
Família: Trochilidae
Comprimento: 10 cm

Esse pequeno beija-flor possui o papo branco. Adora visitar árvores floridas para coletar o pólen das flores, mas também captura insetos em voo.









 Pica-pau-do-campo

Nome comum: Pica-pau-do-campo
Nome científico: Colaptes campestris
Família: Picidae
Comprimento: 30 cm

Esse pica-pau não fica só nas árvores, ele também fica na grama procurando insetos, formigas e cupins. Faz ninhos nos troncos de árvores. É rajado de marrom e creme nas asas, topo da cabeça é escuro com lados da face e pescoço, amarelos com garganta negra.  O macho possui uma faixa vermelha em cada lado da cabeça, na fêmea a faixa é negra.




 Pica-pau-de-banda-branca
 
Nome comum:    Pica-pau-de banda-branca
Nome científico: Dryocopus lineatus 
Família: Picidae
Tamanho: 35 cm






 Esse pica-pau é conhecido como pica-pau-de-topete-vermelho. Ele possui o peito estriado, seu topete é vermelho, asas pretas, faixa branca do bico as laterais do peito. Alimenta-se de insetos, como brocas de madeira, larvas, formigas e frutas. Bate na madeira a procura de brocas, retira as larvas com a comprida língua pegajosa. O macho prepara o ninho escavando um buraco na árvore. A fêmea poe 2 ou 3 ovos, os filhotes são cuidados pelo macho também.



 Periquitão-maracanã

Nome comum: Periquitão-maracanã, aratinga-de-bando e maritaca
Nome Científico: Psittacara leucophthalmus
Família: Psittacidae
Comprimento: 32 cm
 
Essa maritaca parece um papagaio pequeno. O periquitão-maracanã é verde com algumas penas vermelhas próximas a cabeça e na borda das asas. Possui  branco ao redor do olho. O bico é claro e os pés são cinzas. Aparecem em bandos pela mata fazendo alarido. Pousam no alto das árvores, principalmente as que tem frutos. Fazem ninhos  em ocos de árvores e em locais camuflados nas construções humanas. Eles  costumam roer fios de luz causando curto-circuitos.



                                             Sanhaço-cinzento

Nome comum: Sanhaço-cinzento
Nome científico: Thraupis sayaca sayaca
Família: Thraupidae
Comprimento: 16 cm

Esse sanhaço é comum, gosta de frequentar pomares com árvores frutíferas, mas também gosta de comer insetos. É um pássaro adaptado a ambientes urbanos com arborização. Seu corpo é azul cinzento com asas mais escuras. Seu ninho tem forma de cesto, nele põe 2 ovos, os filhotes são alimentados pelo casal em torno de 20 dias.








 Pica-pau-verde-barrado

Nome comum:    Pica-pau-verde-barrado
Nome científico: Colaptes melanochloros
Família: Picidae
Tamanho: 28 cm




Esse pica-pau possui a cor esverdeada com pintas escuras no peito e dorso. O topo da cabeça é vermelho na parte de trás e preto em frente a cabeça. As faces são claras. Alimenta-se de formigas, larvas, cupins e frutos. Constroi ninho nos ocos das árvores. Dois a 4 ovos são incubados pelo casal. Esse da foto foi avistado devido ao seu canto alto no alto de uma árvore numa manhã ensolarada.





 Tico-tico

Nome comum:   Tico-tico
Nome científico: Zonotrichia capensis
Família: Passerellidae

Tamanho: 15 cm


Essa pequena ave é muito comum,  encontrada  facilmente nas cidades.  Na época da reprodução formam casais em que o macho protege   a companheira. O ninho é feito no chão ou próximo ao chão, em árvores ou arbustos baixos. 




 Bem-te-vi
Nome comum:   Bem-te-vi
Nome científico:  Pitangus sulphuratus
 Família:   Tyrannidae
Tamanho: entre 20 a 25 cm








Esse pássaro tão conhecido pelo seu canto tem o  peito e abdomen amarelos. A garganta é branca com uma faixa preta sobre o olho. A parte de cima da cabeça é preta, ai esconde-se um topete amarelo. Alimenta-se de insetos, frutas e brotos.


Alma-de-gato
Nome comum: Alma-de-gato
Nome Científico: Piaya cayana
Família: Cuculidae
Comprimento: 40 a 50 cm
Essa ave salta pelos galhos das árvores com sua enorme cauda, lembrando um esquilo, seu piado lembra o miado de gato, por isso o seu nomeSua iris vermelha se destaca. A parte dorsal do corpo é de um vermelho alaranjado escuro, o peito é cinzento. As  pontas das penas da cauda são claras. A íris é avermelhada e o bico  amarelado. Alimenta-se de Insetos, lagartas, frutos e ovos de outras aves. Os ovos são incubados alternadamente pelo casal por 14 dias. 





Suiriri
Nome Comum: Suiriri

Nome Científico: Tyrannus melancholicus

Família: Tyrannidae

Comprimento: 21 cm
Uma característica marcante do suiriri é o peito amarelado, com dorso e asas cinzentas.  Captura insetos em pleno voo a partir de um puleiro alto. Alimenta-se também de frutas. Pode ser encontrado solitário ou em casais.




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Martim-pescador-verde

Martim-pescador
 Nome científico: chloroceryle amazona
 Família: Alcedinidae







Fotos do dia 01/10/16 no início da tarde ensoladara,  num açude em São Gotardo de Ana Rech- Caxias do Sul -RS

Essas aves pescadoras são encontradas na proximidades de rios, açudes, lagos ou banhados . Possuem cerca de 29 cm, a cabeça grande e bico comprido. Parte superior é esverdeada com reflexos azuis, colar branco abaixo do bico com o peito castanho. A fêmea possui peito com duas faixas, uma escura e outra branca.  Pousam em poleiros próximo à água e mergulham para pegar  peixe ou rã. São encontrados solitários ou em casais. O ninho são galerias feitas em barrancos ou rochas, onde são incubados de 2 a 4 ovos em revezamento pelo casal.



Socó-dorminhoco

Nycticorax nycticorax
 
O savacu, dorminhoco ou socó é uma ave considerada noturna, é avistada de dia quando possui filhotes que precisam ser alimentados. Possui 60 cm, olhos são avermelhados. O alto da cabeça e dorso são escuros, com asas cinzas. Os filhotes são malhados com marrom e tons claros. Alimentam-se de peixes, insetos, anfíbios, crustáceos, répteis etc.




Socó-dorminhoco solitário á espreita num açude em São Gotardo de Ana Rech, Caxias do Sul,  de manhã cedinho, no dia 01/10/16.
O casal constroi o ninho a partir da primavera, incubando até 5 ovos em torno de 23 dias. Os filhotes podem ficar até mais de um mês no ninho.

Encontrado em todo o Brasil nas proximidades de água. 

Jacuguaçu

JACUGUAÇU - Penelope obscura
 
Essas aves, conhecidas como jacus, eram vítimas de caçadores, há décadas, o que diminuiu muito suas populações, são grandes, de até  85 cm de comprimento. Possui cauda e asas o longas e arredondadas. A cabeça é pequena com pescoço alongado. Possui um papo vermelho e saliente na garganta. A plumagem é escura, em geral preta com estrias brancas. Esses galináceos alimentam-se de frutas, folhas, brotos, grãos e insetos. Vivem em bandos e são monogâmicos. Incubam de 2 a 3 ovos em torno de 28 dias, de outubro a março.
Á tardinhas os jacus se reúnem no alto das árvores para dormir



Elas gostam de frequentar comedouros de aves com milho

Risadinha

Risadinha
Camptostoma obsoletum
Família: Tyrannidae

Essa pequena ave, 9,5 cm, vocaliza lembrando uma risadinha, por isso seu nome, também conhecida como alegrinho. Por ser pequena com cores neutras, camuflada entre a vegetação é difícil sua observação, porém seu canto a identifica. Alimenta-se de insetos e frutos. A cabeça é cinzenta. O dorso é mais oliváceo com listra clara nas asas,  o peito é claro. Tem uma lista supercilia branca. O bico possui base laranja e ponta escur.






Corruíra

Corruíra  -  Troglodytes musculus
Família: Troglodytidae

Essas aves pequenas possuem em média 12 cm, são encontradas facilmente em áreas urbanas, em jardins, parques e nas matas principalmente em lugares mais abertos.
Podem fazer ninhos em nichos nos telhados, muros e outras construções humanas.
De manhã cedo fazem alarde com seu canto trinado. Macho e fêmea são semelhantes, não há dimorfismo sexual.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dia Nacional das Aves


Dia Nacional das Aves

Na correria do dia-a-dia muitas vezes não notamos que estamos rodeados de aves, como são de tamanho pequeno, muitas vezes nem são notadas, mas mesmo na cidade, onde há algum tipo de vegetação como parques, pomares ou árvores nas calçadas, sempre há uma ave. As aves adaptadas aos centros urbanos já se acostumaram com a presença humana, como o pardal, tico-tico, joão-de-barro, sabiá-laranjeira, bem-te-vi, pica-pau-do-campo, canário e outras… Mas há aves que preferem a obscuridade das matas, não se apresentando em locais urbanos como os arapaçus, pica-paus do gênero picumus,saracuras, nhambus etc.
Elas dispersam sementes e polem, ajudando na proliferação das matas e também no controle das populações de ratos, mosquitos etc.. Elas são apreciadas pela beleza, pelos cantos e paz que evocam quando voam em liberdade ou simplesmente por existirem.

As aves surgiram no período Cretáceo entre 145 milhões e 66 milhões de atrás, muito, muito tempo antes do homem ter aparecido nesse planeta, quando penso nisso reforço meu respeito para com elas, pois carregam nos seus genes uma história de evolução inteligente, com adaptações a diversos meios, para a sua sobrevivência até chegarem a perfeição que vemos hoje. Esses seres tão inteligentes conseguem se aquecer no mais rigoroso frio de inverno, pois são capazes de gerar calor internamente, isto é são endotérmicas.


Pato-real (Anas platyrhynchos), de zona temperada,  machos e fêmea, no lago gelado (Irlanda) 

Foram preciso muitas adaptações para a evolução desses seres capacitando-os ao voo, como as penas, os ossos ocos, chamados pneumáticos, a ausência de dentes, de bexiga e a postura de ovos, evitando que os filhotes cresçam dentro do corpo, o que acarretaria em peso, dificultando o voo.

As aves estão presentes em todos os biomas do mundo, variando de tamanho e de características especiais conforme o meio em que vivem, mas todas possuem penas. São animais inteligentes, principalmente os corvos e papagaios.

Jacuaçu (Penelope obscura) 68 cm

 Pula-pula (Basileuterus culicivorus) ave de 12 cm encontrada dentro da mata



 Pomba-de-bando ( Zenaida auriculata) 25 cm de comprimento



 Rolinha-roxa (Columbina talpacoti ) 17 cm 
 

                          Tico-tico-da-taquara (Poospiza cabanisi ) 15 cm


                            Canários (Sicalis flaveola) 13 cm




                             Sabiá-coleira – (Turdus albicollis ) 20 cm

O Brasil possui  1902 espécies de aves, mas infelizmente muitas estão desaparecendo, as aves dependem das árvores, das matas e cada vez mais aumenta o desmatamento, a caça e o comércio ilegal.

Para atrair aves não há necessidade tê-las em gaiolas, pomares com árvores frutíferas atraem pássaros de muitas espécies, não esquecendo das flores, que atraem beija-flores, cambacicas e mariquitas. Comedouro de aves com milho moído é outro recurso para ter  a companhia desses seres maravilhosos!


domingo, 25 de setembro de 2016

Beija-flor-de-topete-verde

 Beija-flor-de-topete-verde
Stephanoxis lalandi

Esse beija-flor  é a fêmea do beija-flor-de-topete verde, pois o macho já foi avistado no local. Mede em torno de 8 cm. O ventre é claro, a coroa e o dorso são verde reluzente, com ponta das asas escuras.



Andorinha-serradora

Andorinha-serradora
Stelgidopteryx ruficollis

Encontrada em áreas abertas próximos a água.
Sua plumagem é pardo-escura no dorso e alto da cabeça. Rabadilha e peito são mais claros. Garganta em tons alaranjados. Tamanho médio de 14 centímetros. Cauda  retangular. Alimentam-se de insetos, cupins, moscas e formigas.

 Nidificam em buracos em barrancos ou em construções humanas, por baixo de telhas e forros.



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Cardeal

Cardeal
Nome Científico: Paroaria coronata
Família: Thraupidae

Os cardeais são aves de grande beleza. Apesar de já ter publicado sobre eles, não podia deixar de postar essas últimas fotos, tiradas no dia 16 de agosto, numa tarde ensolarada em Vila Seca. 









http://explorandoaves.blogspot.com.br/2016/07/cardeal.html

Tico-tico-rei

Nome Científico: Lanio cucullatus
Família: Thraupidae

Essa pequena ave possui a plumagem avermelhada escura no ventre, o dorso tem tons mais escuros de marrom. As asas também são mais escuras. O macho possui um topete vermelho que fica escondido no topo da cabeça. Uma característica de fácil identificação é o círculo branco ao redor do olho.

A partir deste ano essa espécie começou a frequentar o comedouro, compartilhando frutas e sementes, principalmente de milho picado com outras aves mais frequentes como as rolas, tico-tico, tecelão e canários. Mas alimenta-se também de insetos e brotos.

Essa espécie tem mais de uma ninhada por temporada, de 3 a 5 ovos são incubados por 13 dias. Os ninhos são construídos próximos ao solo, em forma de tigela bem escondidos entre os arbustos. Macho e fêmea alimentam os filhotes.