segunda-feira, 18 de maio de 2020

Coleirinho

Coleirinho (Sporophila caerulescens)

O coleirinho ou papa-capim,  é um pássaro canoro que pode viver até uma década. Seu canto é muito apreciado e por isso essa espécie sofre com a caça indiscriminada.

 Fêmea



Ave de uns 12 cm de comprimento. O macho possui uma coleira branca unida aos "bigodes" brancos que caracterizam o seu nome. Seu bico forte é amarelado. As fêmeas são pardas e não são canoras. Alimenta-se de sementes de gramíneas. Frequenta  plantações de arroz e também comedouros de aves.

Quando não estão nidificando, vivem em grupos, mas no período da reprodução afastam-se dos grupos para protegerem a ninhada.  O ninho é construído pelo macho  com fibras vegetais, raízes e gramíneas. As fêmeas podem chocar até 4 vezes ao ano. Normalmente chocando 2 ovos por vez.



terça-feira, 17 de setembro de 2019

Alma-de-gato

Alma-de-gato
Nome científico:  Piaya cayana 
Família: Cuculidae

Primavera espocando e diferentes piados ouvimos pela mata. Próximo ao meio dia um piado se destaca, forte. Com um olhar atento observo o dorso de uma ave de cor ferrugem movimentando-se sorrateiramente pelos ramos das árvores. Alma-de-gato é o seu nome, mas o pessoal por aqui a chama também de rabo-de-palha. 
Essa aves são solitárias e se destacam pela sua cauda longa, olhando-as de frente a beleza é incrível, pois a cauda aberta mais parece um leque invertido com as penas pretas e pontas brancas!  Uma vizinha avistou uma certa vez e a descreveu como  uma ave do paraíso de tão magnífica! As fotos são do dia 14 de setembro de 2019. 










quarta-feira, 3 de abril de 2019

Borboleta pavão-escarlete

Borboleta pavão-escarlete ( Anartia amathea) Família: Nymphalidae Essa borboleta é muito linda e chamativa, principalmente o macho, devido ao vermelho mais forte. A fêmea tem tons mais claros. É encontrada facilmente na beira das matas. Hospeda seus ovos nas árvores, arbustos e lianas das plantas ornamentais da família botânica das Acanthaceae.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Mãe da Lua

 Urutau
 Mãe-da-Lua
Nome Científico:  Nyctibius griseus
Família Nyctibiidae


Há muito tempo ouvi falar dessa ave noturna com fama de fantasmagórica, porém nunca a tinha ouvido ou a visto.
No dia 29 de dezembro de 2018, antes das 6 horas da manhã um canto lamentoso se fez ouvir na mata,  nos acordando na madrugada ainda escura e ficamos atentos. Lembrei de um amigo nosso que presenciou essa ave nidificando numa árvore próxima a sua casa, na época nos mandou fotos, pesquisamos seu canto no youtube  e achamos sua vocalização muito especial, a semelhança de som de flauta. Agora estávamos presenciando também um momento mágico, de estar próximo de uma ave pré-histórica. Abri a janela e ainda ouvi o canto triste no escuro da mata, fiquei algum tempo olhando e observei a silhueta de uma ave grande levantando voo, era o urutau indo embora.

 Lápis aquarela a partir da foto de José Branco, Capão Alto- SC
 
Procurando informações sobre ele, descobrimos que é da época do período quaternário da era Cenozoica, chamado Pleistoceno,  compreendida entre 2.588 milhões e 11,7 mil anos atrás. Há muitas lendas envolvendo esse pássaro. Dizem que canta para a lua, observando a lua no dia 29 de dezembro antes da 6 da manhã, estava saindo da lua cheia e entrando na minguante.
  Segundo Wiki aves essa ave mede entre 33 a 38 cm. Possui fendas na pálpebra superior que permite que observe os arredores mesmo de olhos fechados. A íris é amarela muito chamativa. Alimenta-se de insetos, principalmente mariposas à noite. Possui uma boca grande que lembra a boca de um sapo, realmente é muito esquisito e diferente das aves conhecidas.
É impressionante como essa ave se camufla e nidifica, apenas um ovo é posto numa cavidade improvisada em troncos de árvores que muito se assemelham ao seu corpo, que fica imóvel sobre o tronco, tornando-se assim invisível aos olhos comuns. O ovo é incubado por cerca de 33 dias e o filhote  necessita de 7 semanas de dependência da mãe.

É encontrado em todo o Brasil nas bordas da mata.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Spinus magellanicus

Pintassilgo Spinus magellanicus 
Família Fringillidae.

Essa ave é mais encontrada em lugares abertos, próximo às moradias com área verde.  Os machos são amarelos com cabeça preta, peito amarelo e asas pretas com manchas amarelas, aves facilmente identificável.
Pode ser visto em bandos quando não é época de reprodução, pois nesse período andam em casais. Seu canto é bastante variado, com gorjear fino porém pode imitar o canto de outras aves. Mede 11 centímetros de comprimento.
 As fêmeas tem a cabeça e lado inferior oliváceos.
 










terça-feira, 27 de novembro de 2018

Bem-te-vi-rajado


Myiodynastes maculatus
 Família: Tyrannidae


Na primavera uma diversidade de pássaros sumidos no inverno reaparecem, é o caso do bem-te-vi-rajado. Macho e fêmea são parecidos com plumagem rajada que os disfarça entre as folhagens das árvores,   mas sua vocalização é bem característica, o denunciando. Seu bico e cabeça são desproporcionais ao corpo, a listra sobre os olhos não se junta na nuca.
   O casal cuida da ninhada agressivamente, atacando os que se aproximam, mas é a fêmea quem constrói o ninho em ocos das árvores e incuba  os ovinhos por 16 a 17 dias.
As vezes aparecem em pequenos bandos, com certeza a família com os filhotes nos primeiros voos, vocalizando muito.






Alimentação: Muitas vezes são vistos no alto das árvores apanhando insetos em pleno voo. Também se alimenta de frutos das matas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Surucuá-variado



Surucuá-variado
Trogon surrucura 
Família Trogonidae

Domingo dia 04 de novembro, antes das 7 da manhã o canto do Surucuá-variado invade a mata e o meu sonho, acordo e ainda continuo a ouvi-lo, parecia tão pertinho que não me contive, com a máquina fotográfica na mão vou a sua procura. Ouço aquele ronco característico e um canto afastado.

O macho, bem mais colorido do que a fêmea, este parece jovem ainda.



Depois de muito rastrear a mata descubro a ave num de seus voos de uma árvore a outra. Pelas cores percebo ser um macho, o canto dele continua e por acaso descubro uma fêmea.

 Eu estava com  roupa verde e paradinha perto dela, camuflada, não a assustei e pude observá-la. Ela ficou em torno de meia hora no mesmo lugar, limpando suas asas e seu corpo com seu bico, às vezes estufava o peito e suas peninhas.


A fêmea não tem as corres azuis e esverdeadas do macho, seu dorso é cinzento.






Durante o tempo em que fiquei ali, a fêmea não vocalizou, mas eu continuava a ouvir o chamado do outro surucuá ao longe. Para minha surpresa, depois de algum tempo, em que fiquei a me entreter com outras aves próximas, o macho aproximou-se da fêmea e a tirou do poleiro em que estava. Os dois voaram para poleiros diversos.
 Percebi logo que estava invadindo o espaço privado deles. Estava acontecendo uma coisa bela entre as aves, a corte do macho com a fêmea, resolvi me retirar. Continuei ouvindo seus cantos ao longo de toda a manhã.


Que presente maravilhoso poder começar o domingo assim, agradeço a Deus por toda essa natureza que nos conecta com nossa essência mais pura, com a própria natureza, que também fazemos parte. 

Irré

Myiarchus swainsoni
 Dia 07 de novembro, horário de verão, manhã fria. O canto do irré mistura-se com o canto de outros pássaros.


O canto do irré é comum quando inicia a primavera, de cores pardacentas é difícil ser observado. No ano passado por essa época ele pairava nos galhos secos de uma árvore alta, o que facilitava sua observação,  mas os galhos caíram e ele não usa mais o que sobrou da árvore. Por acaso fotografei-o tentando pegar insetos na minha janela.






Pode-se observar a garganta clara e o ventre mais amarelado

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Asa-de-telha

Asa-de-telha
Família: Icteridae
Nome científico: Agelaioides badius

Essa espécie foi encontrada a margem do rio Caí, ciscando pelo chão.
Local: beira do Rio Caí, Vale Real, dia 10 de novembro de 2018
Comprimento: de 15 a 18,6 cm
Macho e fêmea são acinzentados, o ventre é mais claro, com cauda mais escura,
 as asas são cor de telha com bordas mais escuras. Possui marca negra nos olhos.
Alimenta-se ciscando no chão, frutas, sementes e invertebrados.
Nidificação: Em cada estação tem uma ninhada com 2 ovos.