sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ninhais mistos - Garça Vaqueira e Tapicuru

No interior de Flores da Cunha há um restaurante que chama a atenção pela quantidade de aves que desfrutam uma ilha do lago.


 Dependendo da época do ano, encontramos as  árvores da ilha dominadas pelos tapicurus e frangos d'água, mas a partir de dezembro as garças vaqueiras dominam as duas árvores transformadas em ninhais mistos, pois conseguem conviver com os tapicurus e com os frangos d'água, aparentemente sem discórdias!




Vista a partir do restaurante


Ilha sobre o lago 

Garça-vaqueira - Bubulcus ibis
Comprimento: envergadura 90 cm, comprimento: 50 cm

Essa garça é exótica, proveniente da África, onde acompanha manadas de animais, por isso também é chamada de de garça-carrapateira. Pode viver até 15 anos. Desde os anos 60 são encontradas no nosso país. Na serra gaúcha formaram ninhais no bairro Galópolis,  nos idos dos anos 80 e até hoje são uma atração para quem passa por ali, através da BR 116. 
É interessante notar a mudança de cores dessa garça branca no período da reprodução, algumas partes do corpo ficam alaranjadas, como o peito, topo da cabeça, e avermelhadas nas  pernas e bicos. Os jovens são brancos com o bico escuro. O casal constrói o ninho, onde a fêmea põe até 5 ovos incubados por ambos entre 22 a 26 dias. Após um mês os filhotes abandonam o ninho. 
Alimenta-se de insetos,  como pragas da lavoura e do gado. 

























Ninhos grandes de gravetos










Tapicuru  Phimosus infuscatus 


Tapicuru,  maçarico-do-banhado ou maçarico-preto. 

Eles são encontrados em  locais onde há água. Medem em torno de 54 cm, de plumagem negra com a face avermelhada  e o bico amarelado.  Alimentam-se de sementes, brotos, folhas, crustáceos e caranguejos com seu bico comprido,  adaptado para procurar alimentos na água rasa.  Incubam em torno de 4 ovos por 24 dias. 


Dependendo da época os tapicurus dominam o local, nesta época eles cedem os ninhos para as garças, formando um ninhal misto. 







 Mãe alimentando o filhote






Pousada Parque das Pitangueiras


Endereço: Rodovia RS 122, Km 92  Travessão Garibaldi -  Bairro São Gotardo

Cidade: Flores da Cunha

Telefone: 54 3292 2108


O local possui restaurante,com almoço típico italiano, cabanas e uma área verde ideal para 

caminhadas. Há também um lago com pedalinhos e com peixes e sorveteria.

Data: 14/01/2018

Irré

Irré  Myiarchus swainsoni

Na estação mais quente, diversos pássaros diferentes aparecem, são migratórios. Demorei para identificar este, porém consegui ouvir seu canto o que facilitou a identificação.
Reprodução: constroem ninhos em ocos de árvores construidos por pica-paus. O período reprodutivo é de agosto a dezembro.
Alimentação: frutos e artrópodes





 Fotos de hoje de manhã cedo, cantando na árvore mais alta da mata




Através desse vídeo consegui identificá-lo

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sabiá-do-campo

Sabiá-do-campo

Há quatro subespécies de sabiás-do-campo. Esse, encontrado no sul do Brasil é a espécie Mimus saturninus modulator. Foi fotografado na parte externa da Vinícola Salvati e Sirena, nos Caminhos de Pedra de Bento Gonçalves,  no dia 07 de outubro. A princípio pareceu que estava carregando no bico material para construção do ninho, mas olhando melhor ele estava carregando larvas, provavelmente para alimentar filhotes.
 Eles se alimentam também de frutos e frutinhas na mata, o que lhe atribui a fama de  dispersores de sementes. A má fama é que também podem predar ninhos com ovinhos e filhotinhos de outras espécies!











Jacus

Na nossa comunidade temos muito carinho e cuidados com os jacus. De um dia para outro sumiram, foi um alvoroço!
Tudo começou numa noite, por volta do dia 17 de outubro em que ouvimos muitos tiros, no outro dia demos falta da família de jacus que perambulava por aqui, nos comedouros das aves. Não deu outra, à noite nos reunimos numas 7 pessoas e batemos na casa do vizinho mais próximo, antigo morador. Sabíamos que ele tem o costume de dar tiros..., chegamos à sua porta insuflados, os jacus estavam em primeiro lugar na nossa escala de valores, deixando para depois a boa convivência com o vizinho. Enfim, acusamos sem ter provas concretas. Ele, pego de surpresa, negou veementemente, jamais faria isso, estava matando ratão, que estão prejudicando sua lavoura, deixou de matar e comer jacus há uns 40 anos atrás, e além do mais disse que a carne de jacu é muito escura e dura, não é boa pra degustar, e que poderia nos mostrar o ratão que matou, sim, ele dá tiros, contou que naquela semana tinha matado uma raposa no seu porão com todos os filhotinhos junto (tadinhos!!!!!!!!??????), as raposas comem os ovos e suas galinhas, mas que jurava não ter matados os jacus! Então onde eles estão? Ah, devem ter ido fazer seus ninhos! Pois é sua incubação é de 28 dias, vamos esperar eles aparecerem com as ninhadas!
Nas próximas semanas ficamos em alerta, postávamos fotos de jacus solitários que apareciam de vez em quando.

 Hoje apareceram quatro jacus, a felicidade foi grande. Depois de um dia de chuva o sol vence as nuvens, fazendo o término do dia brilhante com a passarada invadindo as árvores de um lado a outro junto com o cacarejar rouco e barulhento dos jacus!
 




Íris vermelha, macho!



Essas aves são monogâmicas, possuem pescoço e cauda longos, quando surpreendidos alçam voo com suas asas grandes, desajeitados aparecem a tardinha onde disputam com as pombinhas frutas e quirera nos comedouros, antes de se aquietarem no alto das árvores.
Segundo Ornitologia Brasileira (Helmut Sick), o dimorfismo sexual se dá através da íris, no macho, vermelha e na fêmea, castanha.

 Fotos do dia 10 de novembro de 2017.

sábado, 28 de outubro de 2017

Socó-dorminhoco

Nycticorax nycticorax
Família: Ardeidae

Passeando pelas colonias do interior de Ana Rech no final da tarde, observei algo que parecia uma sacola de  plástico pendurada numa árvore, voltei e a sacola plástica na verdade era a plumagem branca de  uma ave grande muito rara de ser ver por aqui. Lembrei que já tinha avistado essa espécie neste mesmo lugar. Uma propriedade com vários açudes na beira da estrada, intercalada com mata e áreas abertas.
Essa águia cinzenta, chamada savacu ou socó-dorminhoco tem hábitos noturnos, por isso é avistada à tardinha. Em épocas de aumento da zona urbana é um hábito que protege contra os predadores humanos! Mas o seu maior predador é o urubu, que ataca os ninhos.
 Socó pousado num tronco de eucalipto próximo a um açude


 Observe as penas compridas a partir da nuca


Garça de 60 cm, com asas na cor cinza, dorso e cabeça negros, os olhos são vermelhos, possui duas penas compridas brancas na nuca, que consegui registrar quando a ave deixou a cabeça de lado, suas patas com dedos compridos, são amareladas.
O socó-dorminhoco é encontrado na borda de lagos e rios, por isso a maior parte de sua alimentação provém das águas, peixes, anfíbios, pequenos répteis e crustáceos.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sabiá-poca

Sabiá-poca Turdus amaurochalinus
Turdidae

Esse sabiá é mais observado em áreas abertas. Em matas há também em abundância, mas é mais ouvido do que visto, sendo muito arisco, diferente dos adaptados à centros urbanos. Ouvimos o seu inconfundível "poc poc" e sabemos que está por perto.
A plumagem ao redor do olho é escura, dando uma característica de seriedade,  a garganta é clara com riscos verticais. Os jovens possuem plumagem distinta dos adultos, com riscas mais claras, que perdura por 2 anos. Possuem  21 cm de comprimento. O bico é escuro, mas na época da reprodução fica amarelo.

Outras postagens neste blog:
http://explorandoaves.blogspot.com.br/search/label/Turdidae


Bico-de-Lacre

Nome Científico: Estrilda astrild
Família Estrildidae
 
Essa ave minúscula cinza é comum na periferia de áreas urbanas,  observada de perto é muito especial com seu bico vermelho e uma máscara, também vermelha ao redor do olho. Considerada ave exótica, de origem africana, é também chamada de bico-de-lacre-de-santa-helena. Trazida ao Brasil pela ação do homem, proliferou-se em várias regiões brasileiras. Alimentam-se de sementes e convivem com bandos de outros pássaros, como as rolinhas e canários.








Os pássaros da amoreira

Os pássaros da amoreira


Esta é a segunda postagem da Chácara São João Batista, Verava, Ibiúna- SP de setembro de 2017 em que vou destacar alguns  pássaros frequentadores da amoreira. São muitos, como os sabiás, sanhaços, saíras, tiês e as maitacas. Abaixo algumas fotos:


 Periquitão-maracanã  Psittacara leucophthalmus




Tiê-preto Tachyphonus coronatus
 

Saíra-viúva Pipraeidea melanonota 



A árvore da amoreira é de origem asiática, encontrada em todo o Brasil, adaptada ao nosso clima, seu crescimento é rápido e sua frutificação atrai muitas aves. As amoras maduras são bem escuras, doces e com grande concentração de vitamina C, cálcio e potássio. Suas folhas, frutos, raiz e casca são medicinais.

O chá das folhas previne arteriosclerose devido aos antioxidante de flavonóides contidos na folha. Inibe a hipertensão, melhora o funcionamento do fígado e dos rins, inibe o aparecimento de câncer, diabetes, regulador do intestino, retarda o envelhecimento, tem efeito bactericida e anti-inflamatório e outros mais..

No site encontrei uma receita do chá das folhas: Colocar em infusão por até 4 minutos, em 1 litro de água fervente 1 colher de sopa de folhas de amoreiras secas. Coar e beber sem adoçar.

http://as-medicinas-alternativas.blogs.sapo.pt/cha-folhas-de-amoreira-e-seus-221726