domingo, 11 de fevereiro de 2018

Pernilongo


 Pernilongo Himantopus melanurus
Família: Recurvirostridae

Comprimento : 38 cm comprimento
Ave marítima encontrada em toda a orla brasileira, bem como lagoas, banhados e manguezais. Seu nome é devido a suas pernas e bico longos a semelhança de inseto.
Alimentação: insetos e pequenas presas marinhas.






 Bico fino e pernas longas

 Grupos de pernilongos alimentando-se junto com as garças-pequenas

Descanso nas dunas junto com garças e piru-pirus.

 As fotos foram tiradas na orla de Morro dos Conventos SC.

Piru-piru

Piru-piru (Haematopus palliatus
Família: Haematopodidae

Comprimento: Em torno de 40 cm.
Essa ave é encontrada em toda a orla marítima da costa brasileira. Também conhecida como batuíra ou cã-cã-da-praia.

Possui características marcantes como o grande bico vermelho, que utiliza como um alicate para partir conchas e invertebrados marinhos. Possui o olho amarelado circulado com um anel vermelho. Suas pernas são rosadas.
Seu ninho é feito na própria areia, em lugares mais reservados aos olhos humanos.



Piru-piru na beira da praia ao lado outra ave marinha: pernilongo. As fotos foram tiradas na orla de Morro dos Conventos SC

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Ema

Ema
Nome científico: Rhea americana
Família: Rheidae
Comprimento: até 1,40 m.
Essas aves grandes  vivem em campos e cerrados na América do Sul, onde são grandes corredores, pois não voam. Nativas, são consideradas as maiores aves encontradas no Brasil. Seu pescoço e pernas são compridos. A plumagem é acinzentada, com grandes asas, que facilitam o equilíbrio na corrida,  porém não possuem cauda. Os machos possuem o pescoço escuro.
Alimentação: Onívoras, alimentam-se de tudo além de pequenas pedras para facilitar a trituração dos alimentos.
Reprodução: O macho faz a corte às fêmeas com dança e vocalização característica, quando  reúne várias fêmeas num determinado território para porem os ovos no mesmo ninho. Ele mesmo choca os ovos, em torno de uma dúzia, que eclodem após 6 semanas, sendo cuidados pelo macho até quando atingirem a fase adulta, isto é aos dois anos.

Aqui na nossa região, nordeste da serra gaúcha já foram avistadas próximas a Represa do Faxinal no interior de Ana Rech.

São encontradas 5 subespécies, a do sul do Brasil é a Rhea americana intermedia (Rothschild & Chubb, 1914)


Fotos: Ema confinada numa das paradas da Rota do Sol, RS 453 em direção ao litoral gaúcho.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Quete-do-sul

Quete-do-sul Microspingus cabanisi

Também conhecido como tico-tico-da-taquara. Essa ave também frequenta comedouros junto com as rolinhas. As laterais do ventre são alaranjadas, peito claro, cabeça cinzenta com uma marca branca sobre os olhos. Os jovens possuem o dorso oliváceo. 












Para saber mais:
Há um trabalho científico em pdf sobre a diferença entre o Poospiza cabanisi e o Poospiza lateralis

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ninhais mistos - Garça Vaqueira e Tapicuru

No interior de Flores da Cunha há um restaurante que chama a atenção pela quantidade de aves que desfrutam uma ilha do lago.


 Dependendo da época do ano, encontramos as  árvores da ilha dominadas pelos tapicurus e frangos d'água, mas a partir de dezembro as garças vaqueiras dominam as duas árvores transformadas em ninhais mistos, pois conseguem conviver com os tapicurus e com os frangos d'água, aparentemente sem discórdias!




Vista a partir do restaurante


Ilha sobre o lago 

Garça-vaqueira - Bubulcus ibis
Comprimento: envergadura 90 cm, comprimento: 50 cm

Essa garça é exótica, proveniente da África, onde acompanha manadas de animais, por isso também é chamada de de garça-carrapateira. Pode viver até 15 anos. Desde os anos 60 são encontradas no nosso país. Na serra gaúcha formaram ninhais no bairro Galópolis,  nos idos dos anos 80 e até hoje são uma atração para quem passa por ali, através da BR 116. 
É interessante notar a mudança de cores dessa garça branca no período da reprodução, algumas partes do corpo ficam alaranjadas, como o peito, topo da cabeça, e avermelhadas nas  pernas e bicos. Os jovens são brancos com o bico escuro. O casal constrói o ninho, onde a fêmea põe até 5 ovos incubados por ambos entre 22 a 26 dias. Após um mês os filhotes abandonam o ninho. 
Alimenta-se de insetos,  como pragas da lavoura e do gado. 

























Ninhos grandes de gravetos










Tapicuru  Phimosus infuscatus 


Tapicuru,  maçarico-do-banhado ou maçarico-preto

Eles são encontrados em  locais onde há água. Medem em torno de 54 cm, de plumagem negra com a face avermelhada  e o bico amarelado.  Alimentam-se de sementes, brotos, folhas, crustáceos e caranguejos com seu bico comprido,  adaptado para procurar alimentos na água rasa.  Incubam em torno de 4 ovos por 24 dias. 


Dependendo da época os tapicurus dominam o local, nesta época eles cedem os ninhos para as garças, formando um ninhal misto. 







 Mãe alimentando o filhote






Pousada Parque das Pitangueiras


Endereço: Rodovia RS 122, Km 92  Travessão Garibaldi -  Bairro São Gotardo

Cidade: Flores da Cunha

Telefone: 54 3292 2108


O local possui restaurante,com almoço típico italiano, cabanas e uma área verde ideal para 

caminhadas. Há também um lago com pedalinhos e com peixes e sorveteria.

Data: 14/01/2018

Irré

Irré  Myiarchus swainsoni

Na estação mais quente, diversos pássaros diferentes aparecem, são migratórios. Demorei para identificar este, porém consegui ouvir seu canto o que facilitou a identificação.
Reprodução: constroem ninhos em ocos de árvores construidos por pica-paus. O período reprodutivo é de agosto a dezembro.
Alimentação: frutos e artrópodes





 Fotos de hoje de manhã cedo, cantando na árvore mais alta da mata




Através desse vídeo consegui identificá-lo